Os novos empreededores são motivados por lucro e não temem o risco, certo? Um estudo do INSEAD contraria estas ideias…

Identidade e Autonomia, mais importantes que o lucro, para novos empreendedores

Fascinante estudo do INSEAD/Princeton demonstra que o que realmente motiva empreendedores a abdicarem da segurança de um emprego numa empresa estável e abrirem os seus próprios negócios é a necessidade de autonomia, liberdade e identidade. O estudo,  que remonta já a 2004 e foi publicado no jornal Strategic Organization, critica assim a ideia de que o empreendedorismo resulta, sempre, de uma busca constante de maiores rendimentos. Mais, os autores do estudo demonstram ainda que, ao contrário do que normalmente se pensa, os empreendedores são bastante avessos ao risco (mais do que a população em geral). Porém, estão dispostos a correr riscos em troca de autonomia e liberdade…Interessante.

Image under creative commons Flickr user: wili_hybrid

Image under creative commons Flickr user: wili_hybrid

Para ler mais ver o INSEAD knowledge (2012)

Advertisements

5 Grandes Exemplos de “Data Visualization” em 2013

5 Grandes Exemplos de “Data Visualization” em 2013

Para fechar o ano de 2013, Drew Skau publicou um excelente post no blog visual.ly em que escolhia aquelas que, na sua opinião, foram as melhores visualizações interativas de dados de 2013. Todas as visualizações escolhidas são excelentes exemplos do que pode e deve ser a comunicação nesta era rica em dados e informação. Todas elas constitum exemplos de excelência de “data journalism”.

Drew classificou as visualizações em 5 categorias:

1. Mapas que utilizam dados para explorar aspetos geográficos de determinado fenómeno;

2. Relatórios Visuais que permitem comunicar conceitos e fenómenos complexos de forma simples. Muitas ezes são utilizados para complementar relatórios e documentos com imensa informação;

3. Exploradores de Dados que permitem ao leitor interagir de forma dinâmica com os dados e seleccionar os aspetos favoritos em determinado tópico;

4. Timelines que se concentram na dimensão temporal de determinado fenómeno e descrevem, de forma visualmente apelativa, a evolução histórica de determinado fenómeno;

5. Narrativas Visuais (ou Scrollers) que descrevem determinado assunto como se de uma história, ou narrativa, se tratasse.

No link que aqui partilho podem ver os 20 exemplos. Aqui deixo-vos o meu Top 5 (um exemplo por categoria):

1. Mapa: Wikipedia Worldview

2. Relatório Visual: NBC News “Who’s in the American Center?”

3. Explorador de Dados: Visual.ly’s “The Startup Universe”

4. Timeline: The New Yorker’s “A Month of Citi Bike”

5. Narrativa Visual: The Guardian’s “NSA FILES: DECODED”

(nota: USA Today’s “Behind the Bloodshed” também está fantástico)

Comércio Eletrónico: Em Portugal, o Boom Ainda Está para Vir…

Fazer compras online, ou ecommerce, é uma tendência em franco crescimento em todo o mundo. Por exemplo, a eMarketer estimava, em 2012, que as vendas online cresceriam cerca de 18% em 2013 e chegariam a $1.3 triliões (isto é, 1.3 milhões de milhões de dólares). A região que mais cresceria seria a Ásia-Pacífico, mas os EUA, de acordo com as projeções da eMarketer, continuam a ser o maior mercado, com $385 biliões em compras online, seguidos da China ($182 biliões), do Reino Unido  ($142 biliões), do Japão  ($140 biliões) e da Alemanha  ($53 biliões).

A provar que as previsões, na economia digital, são sempre difíceis, em Dezembro de 2013 a ZDNet publicava os resultados de um estudo da Goldman Sachs que indicava que o valor global das vendas online se fica um pouco abaixo do $1 trilião, mais propriamente, $963 biliões (isto é 963 mil milhões de dólares). Além disso, de acordo com o post na ZDNet, em 2013 a Ásia deverá representar já a maior fatia do mercado ($323 biliões), seguida da Europa ($283 biliões) e dos EUA ($235 biliões, bem abaixo dos $385 biliões reportados pela eMarketer).  Mais, a ZDNet, baseando-se em previsões da Bain & Co, mostra-se confiante que, em 2013, a China terá ultrapassado os EUA, tornando-se no maior mercado do mundo para vendas online (esperando-se que chegue a $539 biliões em 2015, isto é mais do que duplicará em 2 anos!).

Diferentes previsões à parte, uma coisa é certa: a dimensão da indústria de retalho online não pára de crescer (apesar de números menores, a Goldman Sachs também prevê um crescimento de 19.4% nas vendas online globais em 2013!).

http://www.taobao.com/index_global.php

Homepage of Taobao (source: http://www.taobao.com/index_global.php)

Heterogeneidade na Europa 

Na Europa, o comércio eletrónico também disparou nos últimos anos. Dados do Eurostat demonstram que cerca de 60% dos utilizadores de Internet, na Europa, fazem compras online. Os países onde comércio eletrónico é mais popular são o Reino Unido (82% dos Internautas), Dinamarca e Suécia (79%), Alemanha (77%), Luxemburgo (73%) e Finlândia (72%). Vestuário, viagens e reserva de hotéis são as categorias mais populares. Porém, existem diferenças interessantes entre países. No Reino Unido, alimentação e vestuário são as categorias favoritas para compras online. Na Suécia, são viagens. Na Alemanha e no Luxemburgo, livros, revistas e materiais educativos (e-learning).

A Situação em Portugal

Em Portugal, 35% dos Internautas indicaram que fizeram compras online nos últimos 12 meses. Com percentagens ainda menores que a de Portugal estão apenas a Bulgária (17%), a Estónia (29%), a Itália (29%), a Lituânia (30%) e a Roménia (11%).

Entre 20082012, em Portugal, as categorias que mais cresceram foram vestuário e bens de desporto (6% dos Internautas lusos indicavam fazer compras nesta categoria em 2008 vs. 13% em 2012) e viagens e reserva de hotéis (9% em 2008 vs. 17% em 2012).

Em termos de evolução, olhando para os dados da Eurostat entre 2002 e 2013 (dados sobre a percentagem de indivíduos entre 16 e 74 anos que utilizaram a Internet para comprar bens e serviços pessoais; excluindo invenstimentos financeiros), podemos ver que, em termos de comércio eletrónico, existe, claramente, uma Europa a duas velocidades:

Eurostat_Graph_tin00067 (2)No grupo da frente, em termos de crescimento e percentagem da população que já faz compras online encontramos a Alemanha, a Dinamarca, a Holanda, a Noruega, a Suécia e, sobretudo, o Reino Unido. Num segundo grupo encontramos países com menores percentagens e, na sua maioria, crescimentos ainda lentos (Portugal está neste segundo grupo, juntamente com a  Bulgária, Estónia, Itália e Roménia). De salientar, no entanto, o crescimento espetacular da Lituânia que, em 2009, tinha apenas 6% da população a responder que tinha feito compras pessoais na Internet nos últimos 3 meses (Portugal tinha já 10%, nessa altura) e, em 2013, tem 19% enquanto Portugal se fica pelos 15% [Nota: estes números não são inconsistentes com os números acima; as percentagens acima referem-se à população Internauta, estas percentagens referem-se à população em geral]. Entre estes dois grupos, vemos a França.

Nota: É importante salientar que, no gráfico acima, não destaquei todos os países da EU apenas alguns que ilustram esta Europa a duas velocidades também no que toca a comércio eletrónico…

Más Notícias para Portugal?

Serão estes dados más notícias para Portugal e para as empresas lusas? Na minha opinião, não necessariamente. Com grande margem para crescer, as start-ups e empresas Portuguesas – ou aquelas que pretenderem entrar no mercado Português – podem aprender com as experiências noutros países. Assim sendo, vale a pena olhar para mais alguns dados e salientar quais os países que mais têm crescido nos últimos anos (e que portanto podem ser uma excelente fonte de inspiração…). No gráfico abaixo podemos ver que, para além da Lituânia, o comércio eletrónico tem crescido de forma rápida e sustentada em países como a Áustria, Malta, a Eslovénia e a Eslováquia.

growthVale a pena estar atento a estes mercados e deles retirar lições. É o que tentarei fazer em futuros posts aqui no PtP… :).

Yarr!

NC

Ahoy! A Inspiração de Thomas Edison

I have not failed. I’ve just found 10,000 ways that won’t work.”
Thomas A. Edison

Ahoy! O primeiro post do PortuguesePirates (PtP). É sempre uma tarefa árdua. O que escrever no primeiro post. É crucial deixar uma boa imagem, clarificar o tipo de blog, o que queremos, blah, blah….

Nada disso. Como apologista de espíritos inovadores, começo de forma diferente. Com uma das minhas citações preferidas, de Thomas Edison. Nascido em 1847, Edison é um excelente representante do espírito deste blog e da conotação que pretendo dar à palavra “pirata”. O PtP não é, obviamente, uma apologia à criminalidade marítima nem à cópia não autorizada de obras protegidas por direitos de autor. Não. Este blog é uma apologia ao espírito rebelde e irreverente que caracteriza as mulheres e os homens que mudam o nosso mundo. Edison foi um desses “piratas”. Um dos maiores.

Do engenho e criatividade de Edison surgiram algumas das tecnologias que revolucionaram e continuam a revolucionar o nosso mundo. Na sua vida, Edison registou mais de 1,000 patentes, em vários países. Ele inventou o fonógrafo. A câmera de filmar. A lâmpada. Diversos tipos de telégrafo. E tantas outras tecnologias algumas bem menos conhecidas da generalidade das pessoas, como um método de preservação de fruta e bonecas que falam (ver este fascinante link).

A visão de Edison, e a sua capacidade de anticipar e reconhecer o potencial de mercado das suas invenções é tão ou mais impressionante que a sua genialidade técnica. Edison era um visionário que percebia quais os maiores problemas (presentes e futuros) das pessoas e criava soluções para tais problemas. Não é, pois, de estranhar que Edison tenha ajudado a criar algumas das maiores e mais dinâmicas indústrias do século XX. Produção e distribuição de eletricidade, telecomunicações, indústria discográfica e mesmo a indústria cinematográfica e Hollywood. Todas devem imenso a Edison. Por tudo isto, escolhi Edison para iniciar este meu blog.

Yarr!!

NC